Com o pensamento excessivamente político, tornei meu blog conspiratório.
O que quero dizer com isso é que reprimi algumas poesias que poderiam estar aqui, e as deixei para trás.
Hoje resolvi postar boa parte, apesar das incompletas. E resolvi também postar uma que escrevi hoje, num miúdo momento lírico e trágico.
O Eu. Lírico?
Não duvide de meu amor!
É uma Ordem!
Pois sempre que o fizeram
me consumi de um sentimento de
Culpa.
Desculpa,
Só fiquei triste e daí em diante
mentiras viraram a absoluta verdade.
Mas a negação do ódio
me fez perceber como é possível compreender
e daí colocar arte nas relações humanas.
A tristeza está em quando quem você mais quer
ver amar, de alguma maneira se desimporta.
Mas é óbvio! Sua porta!
Fique com essa alma morta
e pare de jogar semente na horta.
Pois em qual horta semearei vida?
E se vierem pragas pelas avenidas?
E se? E se?
E se? E se? E se...
E se ela voltasse?
Aquela, não essa.
Aquela que ficou junto aos poemas românticos.
Aquela que me fez sentir o único culpado
e matando Aquino, morri.
Parei de agir,
fiquei a refletir.
Como é ruim o não-sentir!
Esquecer-se do sentimento te torna infantil,
Pois qualquer cantada pueril inchará seu Ego.
E daí em diante se atropela tudo, até a si mesmo.
Obrigado por me fazer
perceber
através
(sem viés?)
de mim mesmo
(sem me jogar à esmo?)
que tenho que olhar para o mundo.
Mas será que quero olhá-lo?
Sei que não posso parar de olhá-lo!
Mas se em todo o canto
perder o encanto
daquilo que queria,
onde está a epifania?
Amo a verdade mas era falso.
Nem presto mais atenção no tênis que calço.
Pois transformei a carne que amei no ódio.
Transformei em Deus o ópio.
Neguei o impossível,
ou seja, tudo que me espelhei e julgava incrível.
E busquei culpa em tudo, inclusive em ti.
Justo ti, que eu já tinha tirado toda a culpa.
Ti, meu amor, não você.
Nem ela. Ti. Onde estás?
Ficou em outro tempo. Estou sem tempo!
Pois só te odiei porque amei, construímos intimidade.
Mas sua exasperação te fez esquecer o amor.
Esse que eu cria, e você já não mais.
Agora, onde eu encontro?
Não me digas que ele não existe! Não quero crer!
Mas estou cego, não consigo ver.
Preciso perceber!
Onde está?
Chega. Chegou a vida adulta.
Chega. Assuma um código de conduta.
E mate seu ser.
Não! O adulto é uma criança de pensamento viciado.
Até o fim da adultecência.
Adultos sem essência.
Fazer o bem faz bem.
Mas fazê-lo para quem?
Parece que quando se o faz,
se deixa de ser rapaz...
Bem Capaz!
Quando se desiste dele,
se desiste do Amor.
Porque creem nisso!?
Ser adulto não é ter compromisso,
apenas.
Atenas, é lá onde você está.
Mas não a de hoje, das crises.
A Atenas de meu cérebro,
antiga e em granito: Ideal.
Quero sentir-me animal!
Amor é o tempero do sexo,
mas ficar sem comer não tem nexo!
Mesmo que me liste o que devo fazer.
Quero aquele prazer.
Mas só tenho esse.
E foi assim que neguei todos.
Foi assim que neguei tudo!
Não posso!
Eu quero tudo,
mas no meu plano de ação
só há especulação...
Vem aqui?
Não venha!!!!
Vem?
NEM!
Esse teatro conspiratório seria lindo na arena.
Mas virou a minha realidade.
Que infantilidade!
Confundir as causas com as consequências!
Confundir a essência com a existência!
Chegou a hora de ser eu de novo,
pois só assim me renovo
e lembro que o óbvio
é questão de opinião.
Aprendi a não usar minha eloquência
para expor demência.
Mas isso só no dia-a-dia,
pois postular demência mata a poesia.
Se quer ser respeitado,
se deixe respeitar.
Seja ativo,
não agressivo...
Aos príncipes da certeza manipulada há aqui um disparate.
Ao senhores da comunicação censuratória e burra, há aqui um lúdico.
Para mim, aqui há a compreensão plena de minhas epifanias.
Então engula suas tiranias!
E me deixe livre,
não economicamente: na existência.
mas enlouquecidamente: na minha essência.
Valorizo o respeito.
Mas não o respeito sólido e moralista: o de família.
O respeito sóbrio, sincero, tolerante e humilde, mesmo que com gírias.
(que tem família também...)
Não me limite a um 'modus operandi'
Me reconheço como grande e igual,
ou seja,
humano e animal.
João Gabriel Souza Gois, 03/06/2012
domingo, 3 de junho de 2012
Bingo do Capital
-Eu!
-Eu!
-Eu!
-Eu!
-Eu!
-Meu!
Eu! -Meu!
-Basta
desse discurso que desgasta!
Meu momento de voz
uso pra dizer Nós!
Quê!
Quê?!
Quê?
Quem disse reconhece
que podemos suprir parte da prece
de cada ser que sofre deveres em excesso,
e que em seus direitos só há retrocesso,
por isso são convertidos a nível de escravo
que de quando em vez, ganham um centavo.
Se o modelo das privações
esquece as exceções
devemos destruí-lo.
Ou renconstruí-lo
Dando o mínimo privado
através do público de qualidade, garantido pelo Estado.
Cidadania é moda,
Saia já dessa roda!
Você se esqueceu do motivo de existência desse parlamento?
Foi pra criar a sociedade dos talentos!
O mínimo da oportunidade já damos
Agora cale-se! E voltemos ao discurso inicial!
Eu!
Eu!
Eu!
Chega!
Prendam-no! Ele está contra a maioria,
contra a democracia!
Pois a maioria grita Eu!
E tu!?
Permaneces a sós, grintando nós, nós e nós!
Vossa excelência, a partir de agora, deixou de ser oposição,
inimigo da nação!
Democracia....
Delegacia
De...
De quem é o Estado?
Meu quem?
dele \ ._ Empresário B
deles Empresário A
Partido X
É tudo questão de tempo.
A fome ainda existe.
O medo, persiste...
Mas a Democracia está sendo feita.
Mudam candidatos
Mudam os mandatos!
Muda de um menos para um mais tolo!
Muda-se o sabor do bolo!
Mas não se muda a receita!
Democracia brasileira,
o Bingo do Capital.
João Gabriel Souza Gois, 02/06/2011
-Eu!
-Eu!
-Eu!
-Eu!
-Meu!
Eu! -Meu!
-Basta
desse discurso que desgasta!
Meu momento de voz
uso pra dizer Nós!
Quê!
Quê?!
Quê?
Quem disse reconhece
que podemos suprir parte da prece
de cada ser que sofre deveres em excesso,
e que em seus direitos só há retrocesso,
por isso são convertidos a nível de escravo
que de quando em vez, ganham um centavo.
Se o modelo das privações
esquece as exceções
devemos destruí-lo.
Ou renconstruí-lo
Dando o mínimo privado
através do público de qualidade, garantido pelo Estado.
Cidadania é moda,
Saia já dessa roda!
Você se esqueceu do motivo de existência desse parlamento?
Foi pra criar a sociedade dos talentos!
O mínimo da oportunidade já damos
Agora cale-se! E voltemos ao discurso inicial!
Eu!
Eu!
Eu!
Chega!
Prendam-no! Ele está contra a maioria,
contra a democracia!
Pois a maioria grita Eu!
E tu!?
Permaneces a sós, grintando nós, nós e nós!
Vossa excelência, a partir de agora, deixou de ser oposição,
inimigo da nação!
Democracia....
Delegacia
De...
De quem é o Estado?
Meu quem?
dele \ ._ Empresário B
deles Empresário A
Partido X
É tudo questão de tempo.
A fome ainda existe.
O medo, persiste...
Mas a Democracia está sendo feita.
Mudam candidatos
Mudam os mandatos!
Muda de um menos para um mais tolo!
Muda-se o sabor do bolo!
Mas não se muda a receita!
Democracia brasileira,
o Bingo do Capital.
João Gabriel Souza Gois, 02/06/2011
Autoescárnio
Um Café.
Pensamentos.
Prime o pé.
Torce o vento.
Nem Maomé, nem Jesus
dependem do SUS.
Nem minha essência e luz
dependem desta fórmula química:
carbonos em relação interesseira e cínica.
Dependência Física. Mímica.
Ao ler duas estrofes pobres
não se pode ver o intuito nobre
que trago. Solto. Trago e solto.
Na ausência? Me revolto!
Quanta rima manjada!
Quanta palavra desarranjada!
Cético ao ponto de matar uma fada para dizer que não existe!
Mistico para afirmar padrões tolos e não sentir-me triste!
Ironia fina? Não sei fazer.
Poesia crítica? Vá se foder!!!
Viciado em amor por dentro e porcarias por fora.
A cada momento que me concentro pouco, voam-se as horas.
Palavrão, sujeira e foco no ato falho?!
Se liga! Isso é poema de escárnio!!
E é o poema que mereço,
Pois minha teimosia e arrogância tiveram preço.
Ridículo, gordo!
Desajustado, porco!
Tímido, bobo!
Nessa de querer mudar, você se conservou!
Conservador repetitivo é isso que você merece:
Autoescárnio evolutivo e nada de preces!
Julho de 2011
Pensamentos.
Prime o pé.
Torce o vento.
Nem Maomé, nem Jesus
dependem do SUS.
Nem minha essência e luz
dependem desta fórmula química:
carbonos em relação interesseira e cínica.
Dependência Física. Mímica.
Ao ler duas estrofes pobres
não se pode ver o intuito nobre
que trago. Solto. Trago e solto.
Na ausência? Me revolto!
Quanta rima manjada!
Quanta palavra desarranjada!
Cético ao ponto de matar uma fada para dizer que não existe!
Mistico para afirmar padrões tolos e não sentir-me triste!
Ironia fina? Não sei fazer.
Poesia crítica? Vá se foder!!!
Viciado em amor por dentro e porcarias por fora.
A cada momento que me concentro pouco, voam-se as horas.
Palavrão, sujeira e foco no ato falho?!
Se liga! Isso é poema de escárnio!!
E é o poema que mereço,
Pois minha teimosia e arrogância tiveram preço.
Ridículo, gordo!
Desajustado, porco!
Tímido, bobo!
Nessa de querer mudar, você se conservou!
Conservador repetitivo é isso que você merece:
Autoescárnio evolutivo e nada de preces!
Julho de 2011
Falha
Dispersar-se, perder o foco.
Almejar e depois desprezar.
Ir da onipotência à subsistência.
Desprezo pra toda existência
Esse maldito pesar
de ter feito pouco.
Simula-se com facilidade
a sua possível potência.
Mas na hora da verdade,
mostra sua ineficiência.
Como provarei que sou bom como sou
se em cada possível sucesso passo a navalha
e perpetuo a falha.
Como vou?
Conquistar algo com minhas qualidades
se quando ponho-as em prova
deixo qualquer coisa de num sei o quê
me impedir de ver.
João Gabriel Souza Gois, (Fim de novembro de 2011)
Almejar e depois desprezar.
Ir da onipotência à subsistência.
Desprezo pra toda existência
Esse maldito pesar
de ter feito pouco.
Simula-se com facilidade
a sua possível potência.
Mas na hora da verdade,
mostra sua ineficiência.
Como provarei que sou bom como sou
se em cada possível sucesso passo a navalha
e perpetuo a falha.
Como vou?
Conquistar algo com minhas qualidades
se quando ponho-as em prova
deixo qualquer coisa de num sei o quê
me impedir de ver.
João Gabriel Souza Gois, (Fim de novembro de 2011)
Grande causa, péssima consequência.
Germinei liberdade,
pois só essa função me faria digno.
Germinei.
O fiz em uma idade que não tinha conhecimento do feito,
uma idade em que só queria um amor perfeito,
mas fui capaz de impor uma liberdade
de maneira tão despótica
que a tirania de cada tônica exagerada
serviu para uma conclusão exacerbada,
e inimiga oculta do meu ser.
Essa liberdade cedida
foi a sinceridade de acreditar
que um amor meu merecia transceder
das realidades estamentais vendidas.
Essa meta foi perdida,
mas fui capaz de conquistar,
mesmo que de maneira contudida,
a minha própria desgraça em nome da liberdade de outrem,
afinal impor liberdade nos dá dois resutados:
amor pela liberdade,
ou amor pela imposição.
E a imposição, inimiga da liberdade,
me fez perceber como a liberdade,
em seu sentido pleno,
é maior do que qualquer outra imposta.
Meu desejo de conquistar alguém melhor,
me levou a desconquistar alguém para melhorar,
mas, apesar de muito esgoísta,
dei o maior exemplo autruísta,
pois em nome da liberdade,
desgracei minha vida.
Fiz discursos libertários
que levaram a situação a um rumo
onde eu era o limite da liberdade.
Não era meu objetivo,
talvez seja falha.
Mas se algo que disse influenciou uma força
suficiente para me sobrepor,
quer dizer que algo ali mudou.
Fiz um ser autônomo, e esqueci-me
que estava preso a ele.
A poesia escrita em um pequeno desespero omitido
pode parecer alvo de um militante.
Mas, mais uma vez,
é só a causa banal de mais um amante.
João Gabriel Souza Gois, 06/04/2012
pois só essa função me faria digno.
Germinei.
O fiz em uma idade que não tinha conhecimento do feito,
uma idade em que só queria um amor perfeito,
mas fui capaz de impor uma liberdade
de maneira tão despótica
que a tirania de cada tônica exagerada
serviu para uma conclusão exacerbada,
e inimiga oculta do meu ser.
Essa liberdade cedida
foi a sinceridade de acreditar
que um amor meu merecia transceder
das realidades estamentais vendidas.
Essa meta foi perdida,
mas fui capaz de conquistar,
mesmo que de maneira contudida,
a minha própria desgraça em nome da liberdade de outrem,
afinal impor liberdade nos dá dois resutados:
amor pela liberdade,
ou amor pela imposição.
E a imposição, inimiga da liberdade,
me fez perceber como a liberdade,
em seu sentido pleno,
é maior do que qualquer outra imposta.
Meu desejo de conquistar alguém melhor,
me levou a desconquistar alguém para melhorar,
mas, apesar de muito esgoísta,
dei o maior exemplo autruísta,
pois em nome da liberdade,
desgracei minha vida.
Fiz discursos libertários
que levaram a situação a um rumo
onde eu era o limite da liberdade.
Não era meu objetivo,
talvez seja falha.
Mas se algo que disse influenciou uma força
suficiente para me sobrepor,
quer dizer que algo ali mudou.
Fiz um ser autônomo, e esqueci-me
que estava preso a ele.
A poesia escrita em um pequeno desespero omitido
pode parecer alvo de um militante.
Mas, mais uma vez,
é só a causa banal de mais um amante.
João Gabriel Souza Gois, 06/04/2012
O intolerante.
Hoje não estou pra poesia...
Ofegante.
Ignorante.
Ignorante.
Lacônia.
Lacuna deixada na alma
Lacuna deixada na alma
por querer respirar a calma
de tolerar...
Mas a certeza, sólida como nada é,
me fez algo de sucesso,
E apesar do excesso,
represento Maomé.
Pois declamo as coisas que sei.
E da lacônia me torno rei.
Pois me comovo com inverdades
e ignoro realidades...
Não preciso ser burro,
Não preciso ser burro,
pra me drogar de intolerância.
Só preciso me afundar
em um mar de constância.
Achar que cada passo dado
foi o mais puro mérito da perna,
é ignorar a normal e qualquer outra força externa.
Prazer, sou o homem mais importante da sua vida.
Prazer, sou o homem mais influente da sua vida.
Prazer, sou o homem mais influente da sua vida.
Prazer, sou eu.
Porém, sou eu quem decide sua vida.
Porém, te julgo por um ato e não pela obra vivida.
Ignoro sua genialidade e só enxergo ferida.
Parabéns é minha ressalva,
mas estes argumentos pueris,
Porém, sou eu quem decide sua vida.
Porém, te julgo por um ato e não pela obra vivida.
Ignoro sua genialidade e só enxergo ferida.
Parabéns é minha ressalva,
mas estes argumentos pueris,
vem do mais simples desejo dos juvenis,
e isso passa com o tempo.
Tome doses de conformidade,
e não precisarás por em sua mente, liberdade.
De dispersar por outros meandros que não envolvem sua vida vazia.
De valorizar acima de tudo, a poesia.
Enxergo sempre longe, o que convém.
Minha visão só vê o distante,
e a todo instante,
as pedras de perto do meu pé,
me fazem cair sem ver,
ignorar pra prever,
que não cairei de novo.
Tenho muito amor a dar,
Tenho muito amor a dar,
mas posso ele guardar,
e até o fim te negar,
só para ordenar.
Sou filho de esparta,
sou intolerância,
simplifico a estrada,
ponho padrões na vida,
ressalto só a parte linda,
detesto pessimistas...
Não estou tão errado em concretizar todos os esteriótipos.
Mas estou fadado,
mais do que você à falha,
Ao ótimo.
Tristeza sinto,
Tristeza sinto,
quando vejo que pelo que mais amor sinto,
aprendeu a tolerar.
Pois tolerando, vai contra toda a intolerância mundana,
e em vez de esconder o respeito pela savana,
ressalta.
Alta hierarquia indestrutível e carcomida,
Alta hierarquia indestrutível e carcomida,
me dê uma dose de vida?
Pois hoje surgiu uma ferida.
Vi como estava errado...
Pois vejo que o único fadado sou eu.
Mas o que é meu, é meu.
João Gabriel Souza Gois, (não tem data, cerca de 2 meses atrás).
João Gabriel Souza Gois, (não tem data, cerca de 2 meses atrás).
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Democracia incognitiva
Oh! Pragmatismo excessivo!
Porque me transforma num número?
Assim é como acontece, você diz,
E esquece a análise científica.
Não científica como a física seria:
Baseada no que acontece depois de certas premissas.
Mas a ciência sem premissa.
A ciência humana, que te faz olhar
Analisar e perceber o poder humano da palavra.
Dizem que não há controle do homem.
Pois é lógico que não,
E a tentativa de controle obsessivo
tranca crianças em condomínios,
trancam adultos a atividades funcionais não questionadas.
Me perguntam porque creio no homem!?
Porque em mais o que eu creria?
Em números?
Não se esqueça que números são mais uma ilusão da humanidade,
usada como uma linguagem para reconhecer a natureza dos sentidos.
Mas a natureza dos sentimentos exige contrapontos fortíssimos,
baseados em diversos debates, com as mais diversas referências.
Oh meu caro, não acredite em tudo que lhe dizem.
Se você crê que a condição humana
parte de necessidades infinitas e de recursos escassos.
Pense mais um pouco, e perceberá que essas necessidades não
são só consumíveis.
Uma legião de egocêntricos,
fazendo julgamento moral e pessoal a todo tempo.
Foi o que o calvinismo colocou na cultura clássica.
Agora a cultura clássica era muito mais produtiva nas necessidades do homem.
Porque ela contrapunha visões. Não era obsessiva por Descartes.
Obsessão que enfia números nas relações humanas,
e os faz crer que assim resolvem tudo.
Param de perceber outras externalidades que a longo prazo
são excessivamente destrutivas.
Só filosofia salvará, porque ela mostra como é possível
se pensar de uma maneira dissociada da sua realidade.
Mas crescer onde existe necessidade de crença pode te deixar
obsessivo por suas conclusões.
Cuidado meu caro, homens certos foram os autoritários,
que funcionalizaram o mundo e quase me fizeram acreditar nisso.
A grande diferença é que hoje não se acredita mais no poder de Deus,
Nem no político,
nem no social,
nem opinativo,
nem artístico,
nem em todos os outros que fariam o homem compreensivo.
Só no econômico.
Ficamos todos parecidinhos e funcionais,
mas agora percebo que não foi do nada.
Temos que conservar o passado e entendê-lo
para não cairmos na pretensão de acharmos que podemos resolver tudo.
Mas não podemos ser obsessivos quanto a soluções,
pois transformaríamos o futuro em algo sólido, como o passado foi.
Tudo parece ter uma explicação
porque diversos humanos
e diversas perspectivas reforçaram isso.
Mas sensibilidade leva a perceber a funcionalidade sem sentido,
e o exaspero acaba sendo o maior inimigo.
Daí em diante é necessário um equilíbrio
entre ceticismo e pragmatismo.
Viver em um ambiente pragmático te faz acreditar
que não é humano, e por isso é ruim.
Pois não me inspiro nos clássicos por ser velho, conservado.
Me inspiro porque foi a cultura que mais valorizou perspectivas,
Mas não posso me considerar algo anormal ao presente,
pois perco todas as perspectivas que realmente importam,
que realmente me deixariam ver novamente, e com clareza,
A beleza que é ser humano, não só no sentido pragmático
(Ter carne, ossos e olhos)
Mas porque ele pode deixar obras para gerações futuras,
interagindo com a realidade,
mas não obras só no sentido pragmático.
(Prédios, Casas e Shoppings)
Obras artísticas, obras poéticas, obras históricas.
Vivemos num mundo de pressa, onde não enxergamos o longo prazo.
Mas só o longo prazo constrói o futuro.
Qualquer interpretação excessivamente pragmática
te leva a valorizar o trabalho funcional: Heil Hittler.
mas eu valorizo o trabalho humano.
João Gabriel Souza Gois, 18/05/2012
Porque me transforma num número?
Assim é como acontece, você diz,
E esquece a análise científica.
Não científica como a física seria:
Baseada no que acontece depois de certas premissas.
Mas a ciência sem premissa.
A ciência humana, que te faz olhar
Analisar e perceber o poder humano da palavra.
Dizem que não há controle do homem.
Pois é lógico que não,
E a tentativa de controle obsessivo
tranca crianças em condomínios,
trancam adultos a atividades funcionais não questionadas.
Me perguntam porque creio no homem!?
Porque em mais o que eu creria?
Em números?
Não se esqueça que números são mais uma ilusão da humanidade,
usada como uma linguagem para reconhecer a natureza dos sentidos.
Mas a natureza dos sentimentos exige contrapontos fortíssimos,
baseados em diversos debates, com as mais diversas referências.
Oh meu caro, não acredite em tudo que lhe dizem.
Se você crê que a condição humana
parte de necessidades infinitas e de recursos escassos.
Pense mais um pouco, e perceberá que essas necessidades não
são só consumíveis.
Uma legião de egocêntricos,
fazendo julgamento moral e pessoal a todo tempo.
Foi o que o calvinismo colocou na cultura clássica.
Agora a cultura clássica era muito mais produtiva nas necessidades do homem.
Porque ela contrapunha visões. Não era obsessiva por Descartes.
Obsessão que enfia números nas relações humanas,
e os faz crer que assim resolvem tudo.
Param de perceber outras externalidades que a longo prazo
são excessivamente destrutivas.
Só filosofia salvará, porque ela mostra como é possível
se pensar de uma maneira dissociada da sua realidade.
Mas crescer onde existe necessidade de crença pode te deixar
obsessivo por suas conclusões.
Cuidado meu caro, homens certos foram os autoritários,
que funcionalizaram o mundo e quase me fizeram acreditar nisso.
A grande diferença é que hoje não se acredita mais no poder de Deus,
Nem no político,
nem no social,
nem opinativo,
nem artístico,
nem em todos os outros que fariam o homem compreensivo.
Só no econômico.
Ficamos todos parecidinhos e funcionais,
mas agora percebo que não foi do nada.
Temos que conservar o passado e entendê-lo
para não cairmos na pretensão de acharmos que podemos resolver tudo.
Mas não podemos ser obsessivos quanto a soluções,
pois transformaríamos o futuro em algo sólido, como o passado foi.
Tudo parece ter uma explicação
porque diversos humanos
e diversas perspectivas reforçaram isso.
Mas sensibilidade leva a perceber a funcionalidade sem sentido,
e o exaspero acaba sendo o maior inimigo.
Daí em diante é necessário um equilíbrio
entre ceticismo e pragmatismo.
Viver em um ambiente pragmático te faz acreditar
que não é humano, e por isso é ruim.
Pois não me inspiro nos clássicos por ser velho, conservado.
Me inspiro porque foi a cultura que mais valorizou perspectivas,
Mas não posso me considerar algo anormal ao presente,
pois perco todas as perspectivas que realmente importam,
que realmente me deixariam ver novamente, e com clareza,
A beleza que é ser humano, não só no sentido pragmático
(Ter carne, ossos e olhos)
Mas porque ele pode deixar obras para gerações futuras,
interagindo com a realidade,
mas não obras só no sentido pragmático.
(Prédios, Casas e Shoppings)
Obras artísticas, obras poéticas, obras históricas.
Vivemos num mundo de pressa, onde não enxergamos o longo prazo.
Mas só o longo prazo constrói o futuro.
Qualquer interpretação excessivamente pragmática
te leva a valorizar o trabalho funcional: Heil Hittler.
mas eu valorizo o trabalho humano.
João Gabriel Souza Gois, 18/05/2012
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