Há tempos que escrevi, mas nenhum momento melhor que esse para postar... Espero que gostem e desculpa - para quem talvez acompanhe - a demora... =]
Sina de Amante
Não me interessam os papéis,
nem a lei que eles representam.
Símbolos, contratos, anéis
ou palavras que comprometam.
O que interessa é que mesmo
que haja frequência ou não,
é apenas pelos olhos que se enxerga o coração.
Imagine que estou louco
e vejo coisas.
Prove-me que são ilusões!
Eu acredito, pois vejo.
É dessa maneira que através daquelas janelas
enxerguei um amor reprimido...
Talvez fosse ilusão!
Mas chega de sequelas!
Daquele momento volátil, tudo que foi sentido
foi intenso. Vale a dilação.
Formalidade.
Prumo.
Nada disso define amor.
Liberdade,
Juntos.
Explodindo o Calor.
Sei que não há o que possa ser escrito,
para manter claro o que se passou comigo.
A poesia é sempre mais ampla que o poema
pois nunca entra no dilema
de se limitar em letras, palavras ou línguas
E por isso essas sempre são mais longínquas
no que se diz conteúdo... Substrato.
Retrata melhor o sentimento, por ser, assim como ele, parte do abstrato.
Mas de qualquer maneira,
em qualquer poema haverá poesia.
E por meio dos limites da palavra,
como poeta amador, descrevo a epifania
da explosão do que não está mais preso mas que permanece
apenas nos momentos de proximidade.
Olhos! Janelas d'alma.
Não me digam que é mentira o que vi
pois sei que é mútuo o que senti
e assim despejei essência, respirei calma.
Com o corpo ainda em quente ardor,
Sussurro versos de outrem, com rosto ainda rubro
"Como eu te redescubro,
Amor"
João Gabriel Souza Gois, 03/07/2011
domingo, 11 de setembro de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
O Mais novo dos Testamentos.
No oitavo dia, Deus criou o paradoxo
Para apreciar o desnorteamento do homem,
E a partir disso apimentar a monotonia de uma vida sem questões,
Criando as teses e antíteses para padrões e refrões.
No oitavo dia, Deus fez a razão
E junto a ela a complexidade
para gerar conflitos e proximidades
nas vertentes que estavam a se criar.
No oitavo dia, Deus fez o instinto,
Para criar arrependimento no faminto,
E o prazer em tudo que se possa existir,
Permitindo que a poética e o eu-lírico, da prisão do não-ser pudessem sair.
A partir da palavra e das condições criadas,
Foi acordado o homem, e toda sua espécie,
E recuando diante de tanta grandeza, recitou uma primeira prece.
Daí então a humanidade é consolidada.
As ações para os "homens" estão em alta.
Pois no Diário de Deus suas poucas palavras que permitiram a vida
Estavam, diante de tantas criações humanas, oprimidas.
Em pouco tempo, diversas criações humanas direcionaram
o pensamento pagão.
Deus Sol, Deus Mar e Deus Trovão.
Porém pensar no único Deus criador,
Só apareceu - como Lei - com a Igreja Católica como instituição.
E apesar de manter sua criação de palavras e de novas existências,
boa parte dos componentes que permitiram tantas eficiências,
Os 'iluminados por algum deus' reprimiram.
Pois para essa Instituição, a salvação era negar
O paradoxo, a razão e o instinto.
Do Diário de Deus que listava as palavras da existência
O homem negou todas e as transformou em heresia,
Pensar no paradoxo e na razão científica que confrontasse a Igreja,
Agir com instinto e mencionar o que o comprovaria,
à morte levaria, pois a morte é o que a Igreja almeja.
"Sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há Igreja"
Desde que ela surgiu, o homem assumiu o papel de Deus
e Deus, de maneira radical se entristeceu,
O maravilhado pelos feitos do homem se sentiu - pela primeira vez - ferido.
E agora via os elementos da criação humana:
paradoxo, razão e instinto
Sendo - pelos humanos - proibidos.
Tão perto dos Humanos viveu,
Tanto de sua filosofia leu,
Tanto de sua arte contemplou,
Que o mais puro ódio em si acumulou
No auge do poder do Papa,
Deus estava inconformado com o esquecimento do oitavo dia,
e do obscurantismo que a Religião Suprema distribuia.
Não é porque criação artística e filosófica não havia,
Mas porque contestações, dúvidas e diálogos
que tornaram possível e construíram tudo de maravilhoso,
A Igreja não permitia.
Por causa da negação de várias outras criações possíveis.
Da destruição de livros e obras incríveis.
A morte, a pobreza e a opressão, desta vez tinha algo de inédito.
Dava-se a Deus, todo o crédito.
Pois em nome dele os homens determinaram funções solidificadas,
E nessas funções, como sempre na história, as maiorias eram exploradas.
Para o criador dos elementos básicos e da primeira palavra falada.
Foi tanta a dor, coisa que antes não tinha sentido,
Que diferente estava, e o mesmo já não era,
Não lembrava mais da verdade, só tinha dúvida, e além dela nada.
Sob pressão da culpa de mortes que eram anunciadas em seu nome,
e agora, perdido, não mais onipresente, começou a sentir algo que antes não sentia.
A angústia e a revolta era tanta que em sua santidade não cabia,
Que cada vez mais sentia-se homem. Homem era!
Era carne, paixão e rebeldia!
Esquecendo do que fora, mas lembrando do que sofria,
Atribuindo a si, sem nem saber o porquê, a culpa da morte de tudo que morria
Sentiu-se de alguma maneira sábio e forte, para combater essa hipocrisia.
E para tanto, apelou para a heresia.
De tão humano que se encontrava Deus,
Foi Ele o primeiro dos Ateus.
E seu fim mortal, em plena Idade Média, não era difícil de se prever,
Morreu no fogo, que já o fez chorar num passado antigo,
Quando diante do frio e do medo, o homem o manipulou e afastou o perigo.
E enquanto Deus ardia em nome de Deus, se lembrou e pode ver.
O que foi, o que era e o que viria a ser.
E desta maneira percebeu, que aquela repressão,
Sofria por não ser cristão.
Pensou que um dia ainda há de se entender isto!
Pois em toda eternidade, nunca conhecera Jesus Cristo!
Nesse momento, o homem tinha praticado um paradoxo inquestionável
Tornado a maior e mais impressionante santidade, vulnerável.
Deus, o todo-poderoso, havia criado uma pedra tão pesada, que não pôde carregar,
E percebendo a prática do paradoxo renascida, desatou a chorar.
Pois junto a tudo que havia na composição do homem,
Do Carbono às angústias,
Havia uma alma que destruiria qualquer tentativa contrária
a ter uma vida arbitrária.
Mas essa liberdade, inevitavel e existencialista
ao homem corromperia
Pois Deus de si mesmo, este seria.
Mesmo que poucos tivessem acesso a tal epifania...
Deste episódio, o que restaria era um mundo de acasos.
Sem mediador nem perdão aos que pagam fora dos prazos.
Mas também de liberdades incríveis, do íntimo e individual,
Fazendo do homem, superior a si mesmo, e portanto intelectual.
Deus, enxergando tudo, sofreu e sorriu,
Pois sem Ele, o homem bem prosseguiu.
Exploração, em seu tempo de santidade,
Nunca foi uma grande novidade.
E fora isso, o que via de perigoso para o homem,
Nem eu, nem você saberemos, enquanto não irmos de ser a não-ser.
Mas quando Deus menos percebeu, seu pulso cessou,
Pois essa sequência de visões e recordações.
Foi uma epifania de pouca duração, traduzida em diversas emoções.
E assim sendo, o ser humano, matara quem o criou.
Em todo tempo de seu mandato
Deus ao homem havia se dedicado
E por isso que nem no momento mais delicado
Pensou em criar um lugar para reverter o fato
De que o fim chega e para algum lugar se deveria ir...
Portanto de tanto a vida maravilhar, da morte esqueceu-se de intervir.
Por isso o fim dessa estória curta
Há uma verdade que não há quem discuta:
Deus não passou para nada além
Pó e carvão. Amém.
João Gabriel Souza Gois, 03/06/2011
Para apreciar o desnorteamento do homem,
E a partir disso apimentar a monotonia de uma vida sem questões,
Criando as teses e antíteses para padrões e refrões.
No oitavo dia, Deus fez a razão
E junto a ela a complexidade
para gerar conflitos e proximidades
nas vertentes que estavam a se criar.
No oitavo dia, Deus fez o instinto,
Para criar arrependimento no faminto,
E o prazer em tudo que se possa existir,
Permitindo que a poética e o eu-lírico, da prisão do não-ser pudessem sair.
A partir da palavra e das condições criadas,
Foi acordado o homem, e toda sua espécie,
E recuando diante de tanta grandeza, recitou uma primeira prece.
Daí então a humanidade é consolidada.
As ações para os "homens" estão em alta.
Pois no Diário de Deus suas poucas palavras que permitiram a vida
Estavam, diante de tantas criações humanas, oprimidas.
Em pouco tempo, diversas criações humanas direcionaram
o pensamento pagão.
Deus Sol, Deus Mar e Deus Trovão.
Porém pensar no único Deus criador,
Só apareceu - como Lei - com a Igreja Católica como instituição.
E apesar de manter sua criação de palavras e de novas existências,
boa parte dos componentes que permitiram tantas eficiências,
Os 'iluminados por algum deus' reprimiram.
Pois para essa Instituição, a salvação era negar
O paradoxo, a razão e o instinto.
Do Diário de Deus que listava as palavras da existência
O homem negou todas e as transformou em heresia,
Pensar no paradoxo e na razão científica que confrontasse a Igreja,
Agir com instinto e mencionar o que o comprovaria,
à morte levaria, pois a morte é o que a Igreja almeja.
"Sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há Igreja"
Desde que ela surgiu, o homem assumiu o papel de Deus
e Deus, de maneira radical se entristeceu,
O maravilhado pelos feitos do homem se sentiu - pela primeira vez - ferido.
E agora via os elementos da criação humana:
paradoxo, razão e instinto
Sendo - pelos humanos - proibidos.
Tão perto dos Humanos viveu,
Tanto de sua filosofia leu,
Tanto de sua arte contemplou,
Que o mais puro ódio em si acumulou
No auge do poder do Papa,
Deus estava inconformado com o esquecimento do oitavo dia,
e do obscurantismo que a Religião Suprema distribuia.
Não é porque criação artística e filosófica não havia,
Mas porque contestações, dúvidas e diálogos
que tornaram possível e construíram tudo de maravilhoso,
A Igreja não permitia.
Por causa da negação de várias outras criações possíveis.
Da destruição de livros e obras incríveis.
A morte, a pobreza e a opressão, desta vez tinha algo de inédito.
Dava-se a Deus, todo o crédito.
Pois em nome dele os homens determinaram funções solidificadas,
E nessas funções, como sempre na história, as maiorias eram exploradas.
Para o criador dos elementos básicos e da primeira palavra falada.
Foi tanta a dor, coisa que antes não tinha sentido,
Que diferente estava, e o mesmo já não era,
Não lembrava mais da verdade, só tinha dúvida, e além dela nada.
Sob pressão da culpa de mortes que eram anunciadas em seu nome,
e agora, perdido, não mais onipresente, começou a sentir algo que antes não sentia.
A angústia e a revolta era tanta que em sua santidade não cabia,
Que cada vez mais sentia-se homem. Homem era!
Era carne, paixão e rebeldia!
Esquecendo do que fora, mas lembrando do que sofria,
Atribuindo a si, sem nem saber o porquê, a culpa da morte de tudo que morria
Sentiu-se de alguma maneira sábio e forte, para combater essa hipocrisia.
E para tanto, apelou para a heresia.
De tão humano que se encontrava Deus,
Foi Ele o primeiro dos Ateus.
E seu fim mortal, em plena Idade Média, não era difícil de se prever,
Morreu no fogo, que já o fez chorar num passado antigo,
Quando diante do frio e do medo, o homem o manipulou e afastou o perigo.
E enquanto Deus ardia em nome de Deus, se lembrou e pode ver.
O que foi, o que era e o que viria a ser.
E desta maneira percebeu, que aquela repressão,
Sofria por não ser cristão.
Pensou que um dia ainda há de se entender isto!
Pois em toda eternidade, nunca conhecera Jesus Cristo!
Nesse momento, o homem tinha praticado um paradoxo inquestionável
Tornado a maior e mais impressionante santidade, vulnerável.
Deus, o todo-poderoso, havia criado uma pedra tão pesada, que não pôde carregar,
E percebendo a prática do paradoxo renascida, desatou a chorar.
Pois junto a tudo que havia na composição do homem,
Do Carbono às angústias,
Havia uma alma que destruiria qualquer tentativa contrária
a ter uma vida arbitrária.
Mas essa liberdade, inevitavel e existencialista
ao homem corromperia
Pois Deus de si mesmo, este seria.
Mesmo que poucos tivessem acesso a tal epifania...
Deste episódio, o que restaria era um mundo de acasos.
Sem mediador nem perdão aos que pagam fora dos prazos.
Mas também de liberdades incríveis, do íntimo e individual,
Fazendo do homem, superior a si mesmo, e portanto intelectual.
Deus, enxergando tudo, sofreu e sorriu,
Pois sem Ele, o homem bem prosseguiu.
Exploração, em seu tempo de santidade,
Nunca foi uma grande novidade.
E fora isso, o que via de perigoso para o homem,
Nem eu, nem você saberemos, enquanto não irmos de ser a não-ser.
Mas quando Deus menos percebeu, seu pulso cessou,
Pois essa sequência de visões e recordações.
Foi uma epifania de pouca duração, traduzida em diversas emoções.
E assim sendo, o ser humano, matara quem o criou.
Em todo tempo de seu mandato
Deus ao homem havia se dedicado
E por isso que nem no momento mais delicado
Pensou em criar um lugar para reverter o fato
De que o fim chega e para algum lugar se deveria ir...
Portanto de tanto a vida maravilhar, da morte esqueceu-se de intervir.
Por isso o fim dessa estória curta
Há uma verdade que não há quem discuta:
Deus não passou para nada além
Pó e carvão. Amém.
João Gabriel Souza Gois, 03/06/2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
O Devaneio.
Pouco exótico, muito egoísta.
Crítico cético, pensador misticista.
Fraqueza aos montes.
Típica visão de mundo simplista.
Muda como o vento mesmo que persista
no dizer de antes.
Repertório razo como os cabelos
serão um dia, mesmo que sem sabedoria.
Feliz pessimista.
Vêm prantos sem motivos para tê-los.
Tentando torturar-te com tal fantasia
de mente capitalista.
Demente configuração de vida
resumida em produtividade e ciência.
Fim da sinfonia.
Liberdade de chorar a ferida?
De negar capacidade e eficiência?
Triste epifania.
O que sou não passa dos limites do Eu.
E limites são sólidos e concretos.
Mas não será por esses e outros decretos,
Que deixarei de poder transceder de mim rumo
Ao outro, ao novo e à felicidade sem prumo,
Sem as paralelas ou os ângulos retos.
Com pouca medida e muito afeto.
Gozando de tudo, sem pensar no que morreu.
Saciando através de mim
todo o mundo.
Criando trabalho e amor,
num segundo.
Produzindo para nós todos,
mais riqueza.
Riqueza de ser, respirar
com agudeza.
Longe da de caça e presa,
sem outrem.
Valorizando indivíduos.
Amor, vem?
Construiremos uma nova realidade
que valorize cada particularidade.
E crie um todo perfeito e inabalável.
Um amor total, ideal e interminável.
Para que nessa comunidade harmônica,
Haja espaço pr'um amor de qualquer maneira:
da aristotélica à platônica,
da descontínua até a inteira.
Abro meus olhos,
Tiro pestana.
Abro a persiana,
Volto ao mundo.
João Gabriel Souza Gois, 11/05/2011.
Crítico cético, pensador misticista.
Fraqueza aos montes.
Típica visão de mundo simplista.
Muda como o vento mesmo que persista
no dizer de antes.
Repertório razo como os cabelos
serão um dia, mesmo que sem sabedoria.
Feliz pessimista.
Vêm prantos sem motivos para tê-los.
Tentando torturar-te com tal fantasia
de mente capitalista.
Demente configuração de vida
resumida em produtividade e ciência.
Fim da sinfonia.
Liberdade de chorar a ferida?
De negar capacidade e eficiência?
Triste epifania.
O que sou não passa dos limites do Eu.
E limites são sólidos e concretos.
Mas não será por esses e outros decretos,
Que deixarei de poder transceder de mim rumo
Ao outro, ao novo e à felicidade sem prumo,
Sem as paralelas ou os ângulos retos.
Com pouca medida e muito afeto.
Gozando de tudo, sem pensar no que morreu.
Saciando através de mim
todo o mundo.
Criando trabalho e amor,
num segundo.
Produzindo para nós todos,
mais riqueza.
Riqueza de ser, respirar
com agudeza.
Longe da de caça e presa,
sem outrem.
Valorizando indivíduos.
Amor, vem?
Construiremos uma nova realidade
que valorize cada particularidade.
E crie um todo perfeito e inabalável.
Um amor total, ideal e interminável.
Para que nessa comunidade harmônica,
Haja espaço pr'um amor de qualquer maneira:
da aristotélica à platônica,
da descontínua até a inteira.
Abro meus olhos,
Tiro pestana.
Abro a persiana,
Volto ao mundo.
João Gabriel Souza Gois, 11/05/2011.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Síndrome de Cebolinha.
| Reação ao ver Sarney assumindo a presidência do Senado, Geraldo Alckmin assumindo o Governo em SP e o partido PSD sendo criado. |
A maioria das repúblicas democráticas mundiais apresentam diversas maneiras internas e exclusivas de organização política. No Estados Unidos da América o que vigora é o bipartidarismo - por exemplo - enquanto no Brasil é o pluripartidarismo. Entre outras diferenças nas bases republicanas - ou nem tanto -, estruturais e políticas destes Estados, cada um apresenta - de acordo com as decisões tomadas, a história vivida e a constituição vigente - suas próprias características. Não obstante as peculiaridades, todas as repúblicas democráticas - ou quase todas - apresentam vários grupos de interesse, diferente das organizações sindicais, do empresariado, das ONGs e de diversos outros grupos de forte influência. São grupos que estão imersos de maneira mais intensa na política, e que de fato chegam ao poder, organizados a partir de uma afinidade ideológica e política (maneira de conduzir a maquina do Estado; propostas de governo etc.), que são os partidos políticos.
A política não é um campo muito simples de se investigar e apesar de cada vez mais me interessar, me faltam pré-requisitos científicos para compreensão total de diversas diretrizes e ramos desta... Porém é simples perceber como existem máximas absurdas, românticas ou publicitárias demais, principalmente nos meios de comunicações "mais finos" como as revistas de madame ou o extremo oposto como os jornais mais radicais sindicais.
| Antonio Ermirio de Moraes passeando nos fins-de-semana. |
![]() |
| Sigla mais condizente com a realidade do PMDB. |
O Partido dos Trabalhadores, porém, surgiu com uma força extremamente radical, criticando o capital estrangeiro, o baixo salário mínimo, as políticas neoliberais que eram tomadas naquela época - enfraquecendo ainda mais as já ruim-das-pernas instituições públicas brasileiras -, a exploração exacerbada da burguesia sobre o proletariado e o conservadorismo intrínseco num país Católico e portanto preconceituoso, não republicano e principalmente alienado. Esse 'feromônio' esquerdista assustou o - politicamente castrado - empresariado da época que apelou para a mídia conservadora, criando um Herói nacional (para apagar a praga sindical, mal-cheirosa e 'sem modos') que seria impeachmado dois anos mais tarde. Porém, após assumir o poder, o Partido dos Trabalhadores mudou sua postura - isso se deveu também às outras tentativas à presidencia por Lula, que fracassaram, após o
![]() |
| O antes(Socialista) e o depois(centro-esquerda) do Partido dos Trabalhadores. |
![]() |
| O antes (social-democrata) e o depois (conservador) - totalmente antagônico ao liberalismo político, não-laico - do PSDB. |
Realmente, o pluripartidarismo abre espaço para governistas como o PMDB, mas já não reconheço, ou diferencio, o que é PMDB e PSDB... Agora, essa brecha deixada pelo pluripartidarismo permite também o surgimento de partidos como o novo PSD (a criação oportunista do PSD é clara, não tem definido nem se é oposição ou se apoia o governo logo em seu surgimento, demonstra a falta essencial ideológica do partido, sua criação antecedeu sua essência... E não é existencialista por isso, e sim oportunista) - mais claramente oportunista do que o PSDB, que se mostrou truculento por migalhas porcentuais. Muitos dizem que não faz sentido confundir, a diferença é explícita... Se essas pessoas estiverem certas, eu realmente preciso tratar essa Síndrome de Cebolinha. Isso está me fazendo ver demais e confundir as coisas... São caras-de-pau diferentes... E essa minha patologia me faz enxergar oportunistas, governistas e aproveitadores de situações problemáticas - como a falta de noção do brasileiro, que mistura religião com política, desconhece as ciências humanas e é ingênuo (não por culpa própria, mas por culpa de um sistema doente) - como coisas iguais. Entendo diferenças peculiares, mas meu senso racionalista, que compara quantitiva e qualitativamente, não consegue ver diferença no teor prejudicial dessa agressão à democracia e à república. Mas são coisas diferentes! Tenho que reconhecer que são. Estou doente e logo mais sararei - o tratamento e ver muita TV e parar de ler. Essa minha confusão é tão absurda! É quase tão absurda como confundir Jesus com Hórus... Chega de escrever! Vou ao médico! Pensar demais faz mal! Tchau!
Penso em ti.
Delicadeza intocável.
Beleza fascinante.
Vontade incontrolável
do que se resume em um instante.
Não se prende a padrões,
interessa-se apenas.
Com uma inteligência
omitida pela ciência.
Linda, porém, em toda filosofia
e nos momentos em que sorria
Porque não sorri mais
e não existe de fato.
Na vida do fraco
só existe o contato
onde a vida não é capaz.
Existência não é duvidável
mas meu amor é inevitável.
Todo ele te ofereço,
insisto que mereço.
Amiga minha será sempre,
mesmo que apenas na mente.
Idolatro-te de longe,
Gargalhando contigo e em sincronia, do que intitulei:
A minha estupidez platônica.
João Gabriel Souza Gois, 24/03/2011
Beleza fascinante.
Vontade incontrolável
do que se resume em um instante.
Não se prende a padrões,
interessa-se apenas.
Com uma inteligência
omitida pela ciência.
Linda, porém, em toda filosofia
e nos momentos em que sorria
Porque não sorri mais
e não existe de fato.
Na vida do fraco
só existe o contato
onde a vida não é capaz.
Existência não é duvidável
mas meu amor é inevitável.
Todo ele te ofereço,
insisto que mereço.
Amiga minha será sempre,
mesmo que apenas na mente.
Idolatro-te de longe,
Gargalhando contigo e em sincronia, do que intitulei:
A minha estupidez platônica.
João Gabriel Souza Gois, 24/03/2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Perdido; mas jamais em mim mesmo.
Mentes e pensamentos,
São tão independentes,
Nem tristes nem contentes.
São definidos por momentos.
Te mataria hoje,
faria um filho contigo amanhã.
Te quero agora,
Quero todos sempre.
O Singelo é formado por camadas complexas.
O complexo é formado por particularidades singelas.
Como suportar a alogia que não vem de mim?
Você tem outro!
Eu acuso, outro!
Outro pensamento, outra cultura,
Outros valores, outra compostura.
Mas o que pode ser humilhante para alguém?
Existiriam valores universais?
Creio que não, mas existem incoerências
nos excrementos e nos putrefados lixos
deixados a céu aberto.
Lixos que se proclamam com orgulho,
Sem nenhum intuito de serem escondidos.
Mas, o que é lixo?
Lixo é o que se considera resíduo.
Inútil, repugnante e afastado.
Eu sou lixo.
Mas estas atitudes,
Até para o pilar de inutilidade que sou
são nojentas.
Pois são formadas por pensamentos de alguém
que impôs uma linha de raciocínio,
E dentro desta mesma linha, entrou em declínio,
Ficando, sem perceber, aquém.
Difícil entender o singelo e o complexo,
As particularidades de cada sexo.
Se o que eu disse tem, ou não, nexo.
Mas fácil é perceber, os que estão perdidos
Em suas próprias convicções,
E têm uma vida presa em refrões,
Ignorando até os próprios sentidos.
Cego também sou, pois o certo é o incerto.
Mas no que me configurei e propus, estou perto.
Lógico que por isso, jamais serei mais esperto,
Serei apenas alguém contente,
Em ver, que o que julgo ser excremento
Se esforça a todo o momento,
A ser, para com meu julgamento, condizente.
Pois para mim, minha mente não mente.
João Gabriel Souza Gois, 04/04/2011
São tão independentes,
Nem tristes nem contentes.
São definidos por momentos.
Te mataria hoje,
faria um filho contigo amanhã.
Te quero agora,
Quero todos sempre.
O Singelo é formado por camadas complexas.
O complexo é formado por particularidades singelas.
Como suportar a alogia que não vem de mim?
Você tem outro!
Eu acuso, outro!
Outro pensamento, outra cultura,
Outros valores, outra compostura.
Mas o que pode ser humilhante para alguém?
Existiriam valores universais?
Creio que não, mas existem incoerências
nos excrementos e nos putrefados lixos
deixados a céu aberto.
Lixos que se proclamam com orgulho,
Sem nenhum intuito de serem escondidos.
Mas, o que é lixo?
Lixo é o que se considera resíduo.
Inútil, repugnante e afastado.
Eu sou lixo.
Mas estas atitudes,
Até para o pilar de inutilidade que sou
são nojentas.
Pois são formadas por pensamentos de alguém
que impôs uma linha de raciocínio,
E dentro desta mesma linha, entrou em declínio,
Ficando, sem perceber, aquém.
Difícil entender o singelo e o complexo,
As particularidades de cada sexo.
Se o que eu disse tem, ou não, nexo.
Mas fácil é perceber, os que estão perdidos
Em suas próprias convicções,
E têm uma vida presa em refrões,
Ignorando até os próprios sentidos.
Cego também sou, pois o certo é o incerto.
Mas no que me configurei e propus, estou perto.
Lógico que por isso, jamais serei mais esperto,
Serei apenas alguém contente,
Em ver, que o que julgo ser excremento
Se esforça a todo o momento,
A ser, para com meu julgamento, condizente.
Pois para mim, minha mente não mente.
João Gabriel Souza Gois, 04/04/2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Aproximadamente desapaixonado.
Eu estava escrevendo um texto que não era uma poesia, mas me tomava muito tempo e resolvi continuar mais tarde... Por isso, para não deixar o mês de março vazio, postarei uma poesia que fiz há pouco.
Soneto do desapaixonado.
Um Impulso novo, único e Jovem.
Não visto na condição amorosa,
que insisto em dizer: é receiosa,
Omitindo todo o prazer do homem.
A negação se mostra dolorosa.
Como a fome daqueles que não comem;
Sofro o frio destes que na rua dormem.
Direção sem ardor; não desastrosa.
A mais racional prosa conhecida,
Que não muda nem desvia o seu rumo
E cada vez mais se vicia em fumo.
Tem apenas dois segundos de vida
O amor, que é peculiar, pela menina.
Platônico desvio: Oh, Nicotina!
João Gabriel Souza Gois, 17/03/2011
Soneto do desapaixonado.
Um Impulso novo, único e Jovem.
Não visto na condição amorosa,
que insisto em dizer: é receiosa,
Omitindo todo o prazer do homem.
A negação se mostra dolorosa.
Como a fome daqueles que não comem;
Sofro o frio destes que na rua dormem.
Direção sem ardor; não desastrosa.
A mais racional prosa conhecida,
Que não muda nem desvia o seu rumo
E cada vez mais se vicia em fumo.
Tem apenas dois segundos de vida
O amor, que é peculiar, pela menina.
Platônico desvio: Oh, Nicotina!
João Gabriel Souza Gois, 17/03/2011
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